Descrição
O disco Mutantes Ao Vivo, gravado em 1976 e lançado em 1977, é o registro final da fase progressiva da banda e o último álbum lançado antes do grupo encerrar suas atividades pela primeira vez (em 1978).
Se o Tudo Foi Feito Pelo Sol era o brilho solar do estúdio, este disco é o som da estrada, capturado durante apresentações no MAM (Museu de Arte Moderna) no Rio de Janeiro.
Aqui estão os pontos principais para entender este LP:
A Formação “Power Trio+”
Neste registro, a banda já não contava com o baixista Liminha. A formação trazia:
Sérgio Dias: Guitarra e voz (no auge de sua técnica com o pedal fuzz e efeitos).
Rui Motta: Bateria e voz.
Túlio Mourão: Teclados e voz.
Paulo de Castro: Baixo e violino.
2. O Repertório: Fuga do Óbvio
Diferente de muitos discos “Ao Vivo” que são coletâneas de sucessos, este álbum focou em músicas inéditas e composições que mostravam a nova identidade da banda. Eles não tocaram os clássicos da era Rita Lee, o que na época gerou estranhamento, mas hoje é celebrado pelos fãs de rock progressivo.
Faixas de destaque:
“Anjos do Sul”: Uma das composições mais bonitas de Sérgio Dias, com um solo de guitarra épico.
“Benvindos”: Que abre o disco com uma energia lá no alto.
“Sagitário”: Onde os teclados de Túlio Mourão brilham intensamente.
“Grand finale”: Uma demonstração de virtuosismo instrumental.
A Capa: Traz uma estética bem anos 70, com fotos da banda no palco, luzes coloridas e o clima esfumaçado dos shows da época.
Dinâmica: Por ser uma gravação ao vivo de 1976, o som é cru. No vinil, você sente a “pressão” dos amplificadores e a interação com o público, algo que as remasterizações digitais às vezes limpam demais, tirando o charme da gravação original.
Curiosidade Histórica
Este disco é um testemunho da resistência do rock no Brasil durante a ditadura. Os Mutantes viajavam o país com toneladas de equipamentos (o que era raríssimo e caro na época), tentando manter um padrão de show internacional em solo brasileiro.







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