Descrição
O álbum A Flor da Pele, lançado em 1990, é considerado uma obra-prima de minimalismo e interpretação na música brasileira. Este disco marca um encontro histórico entre a voz de contratenor de Ney Matogrosso e o violão virtuoso de Raphael Rabello (muitas vezes citado como um dos maiores violonistas de todos os tempos).
Diferente dos álbuns anteriores de Ney, que eram carregados de sintetizadores e percussão, este é um disco de voz e violão puro.
1. A Atmosfera do Disco
O álbum é denso, dramático e extremamente íntimo. A ausência de outros instrumentos coloca os holofotes na técnica absurda de Raphael Rabello, que conseguia fazer o violão soar como uma orquestra inteira, e na entrega emocional de Ney, que aqui deixa de lado a performance “showman” para se tornar um intérprete visceral.
2. Repertório Clássico
O disco foca no cancioneiro clássico brasileiro, revisitando sambas-canções e boleros com uma nova roupagem:
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“A Flor da Pele”: A canção de Zeca Baleiro (que Ney ajudou a projetar) torna-se o hino do álbum.
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“As Ilhas”: Uma das interpretações mais potentes do disco.
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“Modinha”: De Tom Jobim e Vinicius de Moraes, onde o violão de Raphael atinge níveis de complexidade erudita.
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“Naquela Mesa”: Um momento de extrema emoção, dada a história da música.
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Voz: Ney Matogrosso
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Violão de 7 Cordas: Raphael Rabello
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Produção: Mazzola







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