
A Manifestação está marcada para o próximo domingo (22), às 16h, em frente à Secretaria Municipal de Cultura.
O cenário cultural de Ourinhos atravessa um período de paralisia e desrespeito sob a gestão de Guilherme Gonçalves e do secretário de Cultura, Jefferson Bento. O que se vê hoje é um projeto de desmonte que inviabiliza o trabalho do produtores locais e a continuidade do que , embora precariamente, vinha funcionando na área cultural.
Artistas, educadores e produtores culturais de Ourinhos estão se organizando para a manifestação pública no próximo domingo (22), às 16h, em frente à Secretaria Municipal de Cultura. O ato de protesto nasceu da insatisfação com a condução das políticas públicas da cultura denunciando a má gestão que também atinge outros setores essenciais da cidade.
Segundo os organizadores, o movimento surge como uma resposta direta ao que classificam como um sucateamento generalizado, a exemplo, denunciam que recursos fundamentais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) estariam parados nos cofres da prefeitura desde o início do ano, enquanto o fomento à cultura local permanece estagnado e sem os devidos editais de incentivo.
A pauta de reivindicações aponta um desequilíbrio na gestão da pasta, criticando o foco excessivo e gastos exorbitantes em eventos de grande porte como a FAPI, em detrimento de projetos dos agentes culturais da cidade que enfrentam barreiras burocráticas severas para acontecer.
Entre os pontos centrais de indignação estão o fechamento e o estado de abandono do Teatro Municipal e o total descaso, perseguições aos profissionais da Escola de Música, situações que o grupo utiliza para exemplificar o desmonte que também afetaria áreas vitais como a Educação e a Assistência Social.
Segundo o manifesto divulgado pela internet, o objetivo é transformar a indignação em uma plataforma ativa de denúncia, cobrando atitudes concretas. Para os organizadores, a mobilização será marcada pelo caráter de ocupação do espaço público por aqueles que se sentem invisibilizados pela administração.
Enfatizam que o protesto estará exigindo transparência e dignidade na garantia dos direitos da população e respostas imediatas sobre a aplicação das verbas federais e um plano de manutenção para os aparelhos culturais da cidade.

