A crise nas contas da Prefeitura de Ourinhos ganhou mais um capítulo. A prefeitura enviou à Câmara de Vereadores um novo relatório mostrando que a “nova” gestão interina comandada pelo vice Alexandre Zóio que assumiu em 1º de julho de 2026, pegou a prefeitura com a corda no pescoço e cheia de dívidas.
Para piorar, bem no dia em que Zóio e seu time assumiu, a cidade foi parar no CADIN – Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal — que funciona como um “SPC/Serasa” do Governo Federal. Com o nome sujo na União, Ourinhos fica impedida de conseguir novos recursos e certidões fiscais.
O ofício é assinado pelo Secretário de Finanças Leandro Moraes, indicado por Zóio para planejamento financeiro do município e o pente fino na pasta. O contador que apoiou a candidatura de Guilherme Gonçalves ocupou o cargo nos meses iniciais do mandato deixando a pasta em 7 de fevereiro de 2025 denunciando irregularidades da gestão do prefeito agora afastado.
Onde está o problema? O relatório lido no plenário aponta dívidas referentes aos primeiros seis meses deste ano (de janeiro a junho de 2026). As principais pendências são:
- Falta de pagamento do PASEP e de impostos patronais.
- Desconto do INSS do trabalhador sem o repasse: O documento revela que o dinheiro da previdência foi descontado do salário dos servidores e declarado para a Receita Federal, mas não foi repassado/pago.
Qual é o tamanho do buraco e de quem é a culpa? O relatório acende o alerta para vários pontos que a população precisa ficar de olho:
- Tamanho exato da dívida ainda é um mistério: O documento lista quais impostos e contribuições estão atrasados, mas ainda não diz o valor final em dinheiro. Precisa somar o total do PASEP, o patronal, o INSS tirado dos servidores e, claro, os juros e multas pelo atraso.
- A crise é bem maior: As dívidas federais são só uma parte do problema. A nova gestão diz que encontrou bagunça também em contratos, patrimônio e contabilidade, e que por isso declarou calamidade e cortou gastos para focar só no que é essencial.
- Hora de cobrar os responsáveis: Agora o caso tem que sair da esfera das contas e entrar na das investigações. Câmara, Ministério Público e Tribunal de Contas precisam apurar de quem era a caneta (Secretario de Finanças) no momento do vencimento das contas, por que o dinheiro do servidor descontado não foi repassado e o que foi feito com essa verba.
- O que está em jogo: O que está no jogo é a capacidade da Prefeitura de prestar serviços básicos à população e negociar para limpar o nome da cidade.
No fim das contas, restam duas perguntas no ar: quanto vai custar essa conta para o bolso do cidadão de Ourinhos e quem vai responder por isso?

