O documentário “A Caixa-Preta da Lava Jato”, produzido pelo Jornal GGN e liderado pelo jornalista Luís Nassif, foi lançado recentemente, em 13 de janeiro de 2026. A obra é fruto de um financiamento coletivo e tem como objetivo central expor o que os produtores chamam de “crimes ocultos” e o “lado obscuro” da força-tarefa de Curitiba.
O documentário explora o polêmico fundo bilionário que a Lava Jato tentou criar com recursos de multas de acordos de leniência (especialmente da Petrobras). O GGN descreve isso como um esquema de “recirculação de dinheiro”.
Irregularidades Processuais
A narrativa foca em grampos considerados ilegais, ocultação de ações penais e o uso de “expedientes heterodoxos” para manter processos concentrados na 13ª Vara Federal de Curitiba.
Grande parte do conteúdo baseia-se no que o juiz federal Eduardo Appio teria encontrado ao assumir a 13ª Vara, antes de ser afastado. Ele relata uma “gestão caótica” e a descoberta de conexões que não haviam sido devidamente registradas.
Lawfare e Política
O filme escancara que a operação foi usada como instrumento político para criminalizar partidos e interferir na democracia brasileira. O documentário conta com depoimentos de figuras que foram críticas ou que acompanharam os bastidores da operação, tais como Gilmar Mendes (Ministro do STF); Raquel Dodge (Ex-Procuradora-Geral da República); Eduardo Appio (Juiz Federal); Rodrigo Tacla Duran (Advogado e ex-operador da Odebrecht); Pedro Serrano (Jurista).
Aperte o play e assista:
Ficha Técnica
Entrevistas: Luís Nassif e Cintia Alves.
Direção/Roteiro: Cintia Alves.
Duração: Aproximadamente 50 minutos.
Este documentário faz parte de um esforço de mídia independente para oferecer um contraponto à narrativa predominante da Lava Jato durante os anos de seu auge.

