Descrição
Lançado em 1986, o álbum Bugre é um dos momentos mais experimentais e visualmente impactantes da carreira de Ney Matogrosso. Se em 1982 ele explorava a água (em Mato Grosso), em Bugre o elemento é a terra e a ancestralidade indígena, mas com uma roupagem eletrônica e futurista.
Aqui estão os detalhes fundamentais para quem quer conhecer ou colecionar este LP:
1. A Capa (O “Choque” Visual)
A capa de Bugre é inesquecível: Ney aparece com uma maquiagem pesada, simulando texturas de réptil ou uma pintura tribal moderna, com olhos destacados e uma estética que mistura o primitivo com o cibernético. A arte reflete o som do disco: tribalismo processado por sintetizadores.
2. A Sonoridade (Pop Eletrônico e Tribal)
Musicalmente, o disco é mergulhado no som dos anos 80. A produção utiliza muitas baterias eletrônicas, teclados e efeitos de estúdio. É um álbum que dialoga com o Synth-pop e o New Wave, mas sem perder a essência da MPB e do folclore brasileiro que Ney sempre carregou.
3. Faixas de Destaque
O repertório mistura compositores consagrados e novos nomes da época:
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“Dama do Cassino”: Um dos grandes sucessos do disco, composição de Caetano Veloso.
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“O Doce da Castanha”: Uma faixa que traz uma percussão marcante e uma interpretação hipnotizante.
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“Vertigem”: Composta por Itamar Assumpção, mestre da vanguarda paulista, encaixando perfeitamente no estilo “fora da curva” de Ney.
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“Lasca de Cristal”: Parceria entre Itamar Assumpção e Alice Ruiz.
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“Bugre”: A faixa-título que amarra todo o conceito do disco.
4. Tracklist (Lado A e Lado B)
| Lado A | Lado B |
| 1. Dama do Cassino | 1. Balada do Louco |
| 2. Lasca de Cristal | 2. O Doce da Castanha |
| 3. Deixa Vir | 3. Bugre |
| 4. Vertigem | 4. Sabor |
| 5. Lero-Lero | 5. Correnteza |







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