Descrição
O LP “Oh, No! It’s Devo”, lançado em 1982, é um disco fundamental para entender a transição da banda para um som quase puramente eletrônico. Depois do sucesso massivo de “Whip It”, o Devo decidiu abraçar totalmente os sintetizadores e a bateria eletrónica (especialmente a Linn LM-1).
Aqui estão os detalhes principais para colecionadores e fãs deste vinil:
1. O Conceito e a Produção
O álbum foi produzido pelo lendário Roy Thomas Baker (conhecido por trabalhar com os Queen e The Cars). O som é extremamente limpo e polido, o que na época gerou alguma controvérsia entre os fãs que preferiam o som mais “sujo” e punk dos primeiros discos.
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Curiosidade: Em resposta às críticas de que eram “fascistas” ou “clowns”, a banda intitulou o álbum com a frase que muitos críticos usavam ao ver um novo lançamento deles: “Oh, no! It’s Devo”.
2. A Capa Icónica
A capa deste LP é uma das mais memoráveis da New Wave. Os membros da banda aparecem apenas com as cabeças inseridas num cenário digitalizado e futurista (para os padrões de 1982).
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Edição com Recorte: Algumas edições originais americanas e europeias vinham com uma capa “die-cut” (com um suporte de cartão atrás), permitindo que a capa ficasse de pé como um porta-retratos na prateleira. Se encontrar uma destas com o suporte intacto, tem uma raridade em mãos!
3. Destaques do Tracklist
O disco foca em temas como o consumismo, o destino e, claro, a des-evolução:
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“Peek-a-Boo!”: O single principal, com uma melodia de sintetizador frenética e samples de vozes rindo.
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“That’s Good”: Um clássico das pistas de dança New Wave, com um videoclipe que foi banido da MTV na época por sugestões visuais.
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“Patterns”: Uma das faixas mais eletrónicas e hipnóticas do álbum.
4. Valor para Colecionadores
No mercado de vinil, este disco é muito procurado pela sua estética visual. No Brasil, foi lançado pela gravadora Warner Bros./Virgin.
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O que verificar: Tente encontrar cópias que incluam o encarte original, que costuma ter letras de um lado e uma arte geométrica do outro. O vinil deve ser pesado e, se bem conservado, o som dos sintetizadores originais da Roland e da Moog soa incrível em sistemas analógicos.
Este é o disco que marca o momento em que o Devo se tornou “totalmente digital” antes de todo o resto do mundo. Já estou a tocar o álbum para que possa recordar estes sons!







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