Descrição
Aqui entramos em um terreno curioso e muito interessante da história da música!
“Sarah Vaughan Sings The Beatles” (lançado em 1981) divide opiniões entre os puristas do Jazz, mas é uma joia para quem ama interpretações vocais de elite.
A Proposta
Sarah Vaughan, a “The Divine One”, já era uma lenda viva do jazz quando decidiu gravar este álbum. A ideia não era fazer um disco de rock, mas sim reinterpretar o cancioneiro de Lennon & McCartney sob a ótica do Jazz e do Pop sofisticado dos anos 80.
Arranjos: O disco tem uma produção bem “oitentista”, com sintetizadores e aquela clareza sonora típica da época, o que pode surpreender quem espera o som acústico dos anos 50 da Sarah.
A Cozinha do TOTO – Para quem gosta de técnica instrumental, esse disco é um prato cheio. O álbum contou com participações de gigantes, como o tecladista David Paich, Jeff Porcaro (bateria) e Steve Porcaro (sintetizadores) eram o núcleo da banda Toto e até o mestre brasileiro Sérgio Mendes. Por isso, o som é extremamente preciso e polido.
O que brilha no Vinil
O controle vocal da Sarah nesse disco é, como sempre, de outro planeta. Mesmo em músicas teoricamente “simples”, ela usa seu alcance de três oitavas para criar algo novo.
“Get Back”: Esqueça o rock original; aqui ela transforma a música em um jazz gingado e cheio de malícia.
“Blackbird”: Uma das versões mais bonitas já gravadas. A voz dela flutua sobre a melodia de forma magistral.
“The Fool on the Hill”: Ganha uma dramaticidade quase operística na voz dela.
“Something”: Uma interpretação romântica que rivaliza com as melhores versões dessa música.







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