Descrição
Lançado em 1977, Animals é um dos álbuns mais conceituais e sombrios do Pink Floyd. Inspirado livremente no livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, o disco é uma crítica ácida às classes sociais britânicas e ao capitalismo da época.
Para muitos fãs de vinil, este é o disco onde a banda atingiu o auge do seu “som progressivo clássico”, antes das tensões internas dominarem em The Wall.
1. O Conceito: Os Três Bichos
O álbum é estruturado em torno de três grandes metáforas (músicas longas e complexas):
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Dogs (Cães): Representam os empresários e políticos ambiciosos, que vivem em uma competição feroz (ocupa quase todo o Lado A).
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Pigs (Porcos): Representam a elite moralista e autoritária.
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Sheep (Ovelhas): Representam a massa que segue cegamente os líderes, mas que eventualmente se revolta.
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Pigs on the Wing (Partes 1 e 2): Curtas baladas acústicas que abrem e fecham o disco, trazendo um respiro de humanidade.
2. A Capa Lendária
A foto da capa é uma das mais famosas da história do rock: o porco inflável (chamado Algie) flutuando entre as chaminés da estação de energia de Battersea, em Londres.
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Curiosidade: Durante a sessão de fotos, o porco se soltou e voou em direção ao aeroporto de Heathrow, causando o cancelamento de voos e tornando-se notícia mundial.
3. A Experiência no Vinil
Ouvir Animals no vinil é fundamental para apreciar o trabalho de guitarra de David Gilmour, que muitos consideram o seu melhor neste disco.
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Dinâmica: As passagens atmosféricas de sintetizadores de Richard Wright contrastam com os solos agressivos de Gilmour, criando uma profundidade que o formato analógico ressalta muito bem.
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Lado A e Lado B: O disco é perfeitamente dividido, forçando o ouvinte a fazer a pausa necessária entre a exaustiva “Dogs” e a agressiva “Pigs”.







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