Vagão da FEPASA que nunca recebeu a restauração prometida ganha pintura externa

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Cedido pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o vagão de 1945 da extinta FEPASA, instalado em novembro de 2015.na área do imóvel onde funcionava a Biblioteca Municipal “Tristão de Athayde”, ganhou uma nova pintura somente externa.

À época da instalação, o vagão que se encontrava no pátio da ferrovia, estava sendo disputado por outros municípios do estado, entre eles Sorocaba. A ideia de transportá-lo até o local foi do então secretário de Cultura, Fernando Cavezzali, durante a gestão de Belkis Fernandes.

De propriedade da União, o bem patrimonial histórico e cultural foi instalado com a promessa de total restauração para o resgate da memória ferroviária com a qual a cidade tem tantos vínculos. Porém, doze anos se passaram, o vagão não foi restaurado, nem pintura nova ganhou e, nos últimos anos, servia de abrigo para pessoas em situação de rua.

Agora, o imóvel será destinado a fins comerciais, com a instalação de uma cafeteria. Por ser um patrimônio público, não se sabe ainda se o bem irá permanecer no local. Há rumores de que a prefeitura planeja removê-lo para a área ao lado da Estação, onde foi montado o Museu Ferroviário.

Resta saber se a prefeitura obterá a Autorização Especial de Trânsito (AET), documento obrigatório emitido pelo DNIT para transporte e reinstalação, pois a operação exige veículos especializados — como carretas, pranchas rebaixadas, linhas de eixos hidráulicos ou semirreboques extensíveis — e guindastes de alta capacidade para o içamento e o posicionamento da peça, que pesa 90 toneladas.

E se haverá dinheiro para esse tipo de operação que não é apenas um “frete”, mas um projeto logístico de alto custo; estima-se que o valor cobrado por empresas especializadas pode chegar a 50 mil reais.

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