Com prefeito encurralado pela Justiça e pela Câmara, Alexandre Zóio está a um passo de assumir o poder

Cidade Denúncia Política

O cenário político de Ourinhos vive extrema instabilidade com o prefeito Guilherme Gonçalves encurralado por reveses jurídicos e legislativos, colocando o vice-prefeito Alexandre Zóio na linha direta para assumir o comando do município.

O estopim da crise foi uma determinação judicial que afastou o prefeito cautelarmente por 90 dias de todas as funções da área da Saúde. A medida atendeu a um pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo, que investiga supostas fraudes e irregularidades graves em contratos milionários firmados com a Organização Social ABEDESC, responsável pela gestão da UPA e do PA local.

Para endurecer a punição, o Ministério Público protocolou um recurso junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo exigindo o afastamento cautelar integral do político do cargo de prefeito, sob o argumento de que a chefia do Executivo é indivisível; caso o Tribunal acolha o pedido nas próximas horas, Alexandre Zóio assumirá imediatamente a prefeitura de forma interina.

Em paralelo, a pressão política explodiu na Câmara Municipal, impulsionada por uma debandada da base aliada que já estava desgastada devido a uma severa crise financeira marcada por atrasos crônicos em repasses para entidades, hospitais e fornecedores.

Embora os vereadores já tivessem instalado uma CPI para devassar os contratos da Saúde, o revés vindo do Judiciário serviu de combustível para que a oposição articulasse a abertura de uma Comissão Processante, rito que possui a prerrogativa de cassar em definitivo o mandato do prefeito por infrações político-administrativas, legitimando a acusação de quebra de decoro — cenário que também resultaria na ascensão definitiva de Alexandre Zóio ao poder.

O cerco a Guilherme Gonçalves se estende ainda a outras investigações do Ministério Público, que apura suspeitas de desvios e fraudes na organização da última Feira Agropecuária e Industrial de Ourinhos (FAPI), caso que já resultou no bloqueio de bens do prefeito e no afastamento de secretários municipais de primeiro escalão. Fragilizado e isolado, o chefe do Executivo corre o risco iminente de ser destituído pelo Tribunal de Justiça ou cassado pelos vereadores, abrindo definitivamente o caminho para a posse de Alexandre Zóio.

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